A semântica de MA間 é plural, constituída na experiência e relações humanas, determinantes na construção do espaço que pode ser então, estético, físico, emocional, cognitivo e/ou psíquico. Assim, pode ter o sentido de “espaço entre”, “espaço intermediário”, “espaço de intervalo”, “pausa” e mesmo “vazio primordial”.

Traz o sentido de potencialidade e possibilidade e mesmo de interdependência entre os elementos que o constituem, uma vez que será sempre a combinação entre dois ou mais elementos, por meio da lógica do estabelecimento de relações.

O MA, portanto, é um conceito abstrato, por vezes, difícil de ser explicado, mas que se esclarece quando falamos nas muitas áreas de desenvolvimento das potencialidades humanas: profissional, pessoal, acadêmica, saúde – emocional e psíquica, criativa, dentre outras.

Durante os estágios de desenvolvimento, ou seja, entre o “Ser” e o que “Posso ser”, há um “espaço potencial”, vazio em sua essência porque à espera dos elementos para sua construção. Elementos esses que são adquiridos nas diversas relações humanas estabelecidas em um espaço-tempo definidos ao longo da vida.

Podemos fazer uma aproximação entre o que Vygotsky[3] conceituou como zona de desenvolvimento proximal – ZDP e o conceito de MA間. A ZDP, é a distância entre o nível de desenvolvimento potencial e o nível de desenvolvimento real, é nesse espaço-intervalo que o sujeito atravessa o caminho, aperfeiçoando suas habilidades potenciais em reais consolidadas, tornando-a capaz de realizar tarefas mais complexas de forma colaborativa e eficaz.

Metaforicamente, atravessar o portal que dá acesso a um novo campo ou dimensão de conhecimento, perseguindo o sol – símbolo da vida – construindo uma vida digna de ser vivida e compartilhada.

O MA Institute acredita que o aprendizado e aprimoramento contínuos, individual ou corporativo[4], são os elementos transformadores para que cada potencial se concretize, através da mediação e atuação do seu time de sócios fundadores e associados.


[1] Kanji: um dos três sistemas de escrita da língua japonesa.

Por Cristina Goto Oyadomari